5 Séries Para te Ajudar a Criar Empatia

Por Caique Jota

Empatia é a capacidade de se identificar com outra pessoa e se colocar no lugar dela. Quando falamos de capacidade, estamos falando de algo que é aprendido, uma habilidade que pode ser criada. Ninguém nasce entendendo a importância de se colocar no lugar do outro para entender situações que não fazem parte da nossa própria realidade e está tudo bem você ainda não ter aprendido isso. Eu mesmo vim entender a importância de ter empatia depois de alguns anos vivendo minha vida adulta.

Para te ajudar a entender outras realidades e desenvolver essa habilidade de se colocar no lugar do outro antes de falar sobre algo, aqui estão algumas séries para você maratonar e se tornar uma pessoa cada vez mais amável.

1. My Mad Fat Diary (Youtube)

A série se passa na Inglaterra e conta a história de uma jovem de 16 anos chamada Rae que acaba de sair de um hospital psiquiátrico, onde ela ficou por alguns meses. Durante o período de internação, seus amigos achavam que ela estava em uma viagem na França e ninguém sabe de fato o que aconteceu. A série aborda problemas com a saúde mental e também a luta de Rae com sua imagem corporal.

Foto reprodução: Divulgação

A série está disponível no youtube, clique aqui

2. Atypical (Netflix)

Essa série que conta a história de Sam, que é um cara de 18 anos, diagnosticado dentro do espectro do autismo, que trabalha e estuda, vivendo a efervescência da idade e seu amadurecimento. Além desse foco principal que é retratar a história de Sam e suas dificuldades, também há diversos assuntos abordados por outros personagens da série, como orientação sexual. É uma das minhas séries favoritas da vida.

3. Special (Netflix)

Essa série retrata a história de Ryan O’Connel, que é um homem gay com paralisia cerebral. Ele resolve reescrever sua historia e ir atrás de vivenciar momentos. A série é baseada em um livro que se chama “I’m Special: And Other Lies We Tell Ourselves” (Tradução literal do titulo: Sou Especial: e outras mentiras que contamos a nós mesmos), que foi escrito pelo próprio Ryan e ele interpreta ele mesmo na série. Eu acho tudo sobre essa série incrível.

4. Queer Eye (Netflix)

A série tem aquele formato gostoso que todos gostamos de “transformação”. Essa transformação é feita por 5 homens gays que procuram pessoas com histórias difíceis e dão a essa pessoa uma nova perspectiva de vida e de autoestima. Uma história é contada por episodio e eu aconselho vocês a se entregarem a essa série e ter sempre um lencinho do lado pra enxugar os olhos.

Foto reprodução: (Divulgação)
5. Operação Autoestima (Netflix)

A série tem um formato similar ao de Queer Eye, mas é composto por duas mulheres, uma especialista em cirurgia plástica e outra em tratamentos dermatológicos sem a necessidade de cirurgia e elas aplicam suas habilidades para mudar a vida de pessoas que passaram por algum trauma. São histórias bem sensíveis, eu mesmo fiquei abalado por todas. É o tipo de série que faz você questionar os seus problemas. Obviamente não anula nossos problemas e nem diminui eles, mas faz a gente pensar que existem soluções.

Foto reprodução: (Divulgação)

Como fica os afetos em tempos de isolamento?

Por Miranda Luz

Que o mundo está passando por um dos seus processos mais complexos da história, nós já entendemos.

Mas como fica as nossas relações de afeto em tempos tão delicado?


Talvez esse texto seja a materialização da minha minha saudade. Saudade da liberdade ou talvez da possibilidade de dias distintos. Saudade pegar um metrô pra casa da Alina ou só ir caminhando até a casa da Ana ou do Gabi com um vinho embaixo do braço. Saudade das esbarradas pela vida. Saudade até daquele famoso “vamo marca” que muitas vezes pelas loucuras das nossas rotinas deixamos de lado inconscientemente. Mas doido mesmo é entender que atualmente as demonstrações de amor e afeto se baseia em cuidar da saúde de quem você se importa, sobretudo da nossa, sendo o isolamento e distanciamento os métodos mais seguros e eficazes para isso. 

Em muitos casos, no meu por exemplo, que fui me apaixonar logo quando um vírus que mata em média 1000 pessoas por dia no Brasil sil sil, se instaurou no mundo. Ai fico com uns pensamentos do tipo: como estruturar essa relação ou qualquer outra sem afetar a saúde uma da outra? Ou então fico pensando se seria muito egoísmo querer viver isso agora? E claramente é, né fofa. 

Aí bate a saudade que traz junto várias ansiedades e dois, no meu caso, e aí a festa tá feita. Mas pelo menos estamos com saúde. 

Mas além de proporcionar saudade, esse período também proporcionou reconexões.
Eu mesma passei um período maravilhoso com uma instituição chamada família, que eu enquanto travesty, ainda não tinha experienciado. Várias terapias para conseguir fazer esse movimento, mas no fim foi melhor do que eu esperava ou achava que merecia. Talvez seja sobre disposição. Inclusive; beijo, mãe! Já tô com saudade. 

Mas aí na sequência penso também  em como vão ser materializados esse contatos quando isso tudo tiver fim? Se vamos realmente aprender a nos valorizarmos enquantos indivíduos distintos, se vamos abrir os olhos para o que está ao nosso redor? Ou se vamos retomar nossas rotinas frenéticas, vivendo a “vida de formiga”. 

Bom, eu sempre detestei quem só fala de saudade. Mas eu to com tanta saudade…

O que é Pink Money e Pinkwashing?

Por Caíque Jota

Em 2016 tivemos um fluxo imenso de discussões sobre o “Pink Money” e nessas discussões o termo ganhou uma conotação negativa e o significado e importância do termo foi perdida.

Para eu explicar para você a melhor forma de olharmos para o termo Pink Money, preciso voltar lá na década de 1960. Nos anos 60 começou um debate, pelos especialistas de marketing da época, sobre a importância de incluir nichos nos mercados de massa para aumentar a demanda de produtos e vendas.

Embora esse debate tenha ocorrido nos anos 60, só nos anos 90 as empresas passaram a adotar essa tendência com mais seriedade e essa visão de dividir o mercado em nichos de massa passou a ser visto como uma oportunidade. As empresas passaram a entender que as pessoas possuíam uma forma de consumo ideológico e muitas vezes o que motivava elas a comprar era o sentimento de identificação da causa que ela acreditava com o produto que ela estava consumindo.

Ou seja, o mercado percebeu que nós da comunidade LGBTQIA+ comprávamos mais de marcas que mostravam apoio a nossa causa. Depois dessa constatação, foi criado o termo Pink Money. Esse nome foi dado ao nicho que transmite o Poder de Compra da população LGBTQIA+. O que não é negativo, quando pensamos na importância da causa ter visibilidade para que haja cada vez mais conscientização das pessoas sobre nossa Comunidade.

De acordo com um estudo feito pela Out Leadership, Organização que desenvolve Iniciativas ao público LGBTQIA+, publicado em uma matéria do site Métropoles em 2019 “ […] o poder de compra do segmento é estimado em US$ 133 bilhões, o que corresponde a 10% do nosso PIB. No ranking mundial, ficamos à frente de países como Itália, Holanda, Espanha e Canadá, tornando a sociedade LGBT brasileira uma mina de ouro a ser desbravada.”.

Podemos dizer, de modo geral, que esses dados significam que a comunidade LGBTQIA+ possui um enorme poder dentro da economia mundial. Estudos feitos em 2016 por uma especialista de Economia Criativa do Sebrae Bahia, Ana Paula Almeida, mostram que gays e lésbicas consomem mais bens de luxo, design e moda, além de viajar quatro vezes mais que a média e gastar 30% mais que o turista tradicional. Esse Poder de Compra deve ser usado ao nosso favor.

Lembra que citei que em 2016 houve muita discussão sobre esse assunto e foi criado uma conotação negativa para o termo? Essa conotação se deu pelo fato de várias marcas se apropriarem da luta contra a LGBTQIA+fobia somente para vender. Ou seja, vimos que várias marcas criavam coleções para o mês do Orgulho, mas nos outros 11 meses do ano não moviam um dedo pela luta e muitas dessas marcas praticavam atos preconceituosos contra a Comunidade. Para definir esse ato, foi adotado um termo chamado Pinkwashing (Lavagem Rosa).

Originalmente esse termo foi criado em 2002 por uma organização de combate ao câncer de mama chamada Breast Cancer Action para criticar empresas que criavam produtos com fita rosa (símbolo de apoio a luta contra o câncer de mama), porém fabricavam produtos cancerígenos. Ou seja, o termo foi criado para criticar a incoerência das empresas em uma determinada causa. Posteriormente o Pinkwashing passou a ser usado para definir o ato de mostrar inclusão de uma maneira oportunista e não apresentar para a comunidade LGBTQIA+ formas de inclusão e luta pela causa.

Empresas que falam em suas propagandas que deve haver inclusão na sociedade, DEVEM ser inclusivas. Não adianta, por exemplo, uma marca criar uma coleção cheia de referencias para a comunidade LGBTQIA+, mas quando alguém dessa comunidade for fazer uma entrevista, essa pessoa não ser contratada por conta da sua sexualidade. Não adianta vender itens cheios de arco ires no mês do Pride e nos outros meses fingir que a homofobia não existe e não ajudar a causa.

5 Dicas Para Identificar o Pinkwashing

Para ajudar vocês a trilhar um caminho para um consumo mais consciente, temos aqui algumas dicas para identificação da Lavagem Rosa.

  1. Entre no Instagram da Marca – Deve haver apoio aos LGBTQIA+ durante o ano inteiro. Seja apoio através da inclusão de pessoas da Comunidade nas postagens, seja por fornecer informações sobre causas. Não vale só querer vender roupas cheia de Arco Ires no mês da Pride, é necessário que seja feito mais, uma vez que estamos falando sobre uma luta constante, a lgbtqia+fobia não existe só em junho.
  • Entre no Site da Marca – Todas as Marcas possuem campos no site que falam sobre os Valores deles e sobre causas que acreditam. Procure essas informações e veja se bate com o que você acredita. Se não houver nada sobre o que você acredita e eles usam o mês do Orgulho para marketing, talvez essa marca não vá fazer nada com o dinheiro que você está investindo nela.
  • Entre no Twitter da Marca – Se a marca possuir Twitter, vá nas menções da marca e veja se possui reclamações voltadas a LGBTQIA+fobia ou algum outro tipo de preconceito que você não compactue. O twitter pode ser uma fonte incrível para você ver o que as pessoas já enfrentaram durante atendimentos e etc. Twitteiros são tudo.
  • Use o Google – Essa ferramenta de busca não tem erros para encontrarmos casos anteriores de preconceito. Eu costumo digitar o Nome da Loja + homofobia ou racismo. O Instagram pode esconder tudo com um feed bonito cheio de cores, mas as noticias sobre os casos de LGBTQIA+fobia não somem do Google.
  • Pesquise quem está por trás da Marca  – Veja quem são os Investidores daquilo e o próprio dono. Pode ser que a pessoa responsável e os investidores digam muito sobre a marca e sua ideologia. Essas informações devem constar na parte Institucional do Site.

É importante que nós entendamos, como parte dessa comunidade e luta, que temos Poder e precisamos começar a mover a economia ao nosso favor e não favorecer quem não luta com nós todos os dias.

Happy Pride.

Consultados:

Preta, Drag, Marsha.

Conheça a Ativista em 5 fotos e momentos

Por Thiago Medrado

Agora é definitivo, eu Thiago Medrado entrei para a Galpão Mag e estou aqui mais uma vez, trazendo um conteúdo bem informativo a vocês, tanto de acordo com o mês do orgulho como das lutas atuais contra o racismo, e hoje será sobre a – Marsha P. Johnson – Muitos falam do quão Malcolm, como gostava também que se fosse referida as vezes, foi importante para o movimento LGBTQIA+, mas poucos sabem que dentro do próprio movimento a própria sofreu preconceito, esse será meu papel dividir com vocês 5 momentos que contam a história de Marsha e de todo seu legado.

  1. Marsha e sua amizade com a Sylvia Rivera

Amiga, confidente e acima de tudo “irmã de guerra”. Impossível falar de Marsha sem relembrar sua Amizade com Sylvia Rivera, ativista trans que trabalhou em conjunto com Marsha durante toda sua vida e história de luta pelos direitos LGBTQIA+.

Marsha e Sylvia em caminhada pelos direitos LGBTQIA+

2. Marsha e sua história com o bar Stonewall Inn. 

Esse foi o momento inicial da militância de Marsha e Sylvia, durante uma invasão policial no bar, destinado a gays, Johnson e sua amiga estavam cansadas da situação que era constate e decidiram naquele momento reivindicar. Marsha foi a primeira a contestar a ação, não sabendo ela que sua atitude desencadearia em um movimento gigante, que culminou na primeira parada LGBTQIA+.

Movimentação em Stonewall após ato de Marsha contra os polícias e que cominou em um acampamento de 6 dias finalizando com a marcha LGBTQIA+

3. Marsha e o preconceito dentro da própria comunidade

Johnson assim como Sylvia, deixaram inúmeros vídeos documentais ou registros, onde as mesmas comentavam ou registavam o preconceito, com os transgêneros e Drags, dentro da própria comunidade gay. O próprio bar onde tudo começou, mesmo sendo gay, não aceitava transgêneros, além da própria parada onde as mesmas foram colocadas como último escalão e impedidas de discursar.

Marsha e Sylvia na parada Gay

4. Marsha suas lutas e feitos

Johnson e sua amiga Rivera, deixaram um legado não apenas por estarem em paradas lutando por direitos. As duas, criaram a “STAR HOME”, uma casa de apoio para transgênero sem casa com o intuito de tirarem eles desta situação. Também era muito comum encontrá-las panfletando formas de prevenção durante o surto de AIDS. Marsha se negava a conseguir um emprego, a mesma falava que só trabalharia quando o estado respeitasse os transgêneros como pessoas. (Se ela fosse brasileira até hoje não estaria trabalhando, sendo nosso país o que mais mata transexuais).

Marsha como era conhecida, até mesmo pela comunidade hétero pelo seu sorriso e alegria

5. Marsha, Moda e Reconhecimento

Marsha assim como outras mulheres afro-americanas, esbanjava looks cheios de referência, muito colorida e com plumas, Johnson deixou muitas referências Drags. Não teve reconhecimento enquanto viva, o seu maior feito foi ser fotografada por Andy Warhol, as fotos seriam usadas em uma exposição, no entanto a mesma não pode assistir a exposição de suas fotos pois não eram permitidas Queens ou transgêneros no museu onde aconteceria o evento.

Fotos de Marsha para exposição de Andy, sobre transgêneros

Espero que tenham gostado do conteúdo, continuem se informando, deixo para vocês a dica de um documentário sobre a vida da Marsha – Morte e vida de Marsha P. Johnson (Netiflix). Esse foi o post de hoje, fiquei com Deus e em casa, abraços.

Se essa roupa fosse minha

Vestimentas e adornos como forma de afirmação da identidade da cultura de origem africana

Não é de hoje que a ausência ou a presença de elementos da cultura material associada ao corpo se revelam como meios de identificação de determinados grupos sociais.

No Brasil imperial, em meados do século XIX, os escravos, sobretudo os escravos de ganho, eram facilmente identificados por andarem pelas ruas descalços, isso mesmo, andar “sem sapatos” era indicativo de uma determinada hierarquização da sociedade daquele tempo. Sapatos como sinônimo de distinção social, como podemos observar, na figura 1, em alguns retratos de escravizados tirados pelo fotógrafo Cristiano Júnior, que eram comercializadas pelo mesmo como souvenir de “tipos exóticos” brasileiros.

Figura 1- Christiano Junior. Escravo de ganho barbeiro, 1864-1865. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Museu Histórico Nacional.

Como também, pode ser lembrado, o uso de adornos como jóias sempre figurou como sinônimo de poder, riqueza e ostentação na sociedade oitocentista brasileira, como demonstrou Andrade em sua pesquisa histórica com inventários e testamentos post mortem relativos a cidades sul mineiras no século XIX. Vestir uma joia até pouco tempo atrás, denotava o pertencimento a um determinado grupo social, geralmente ao grupo dos descendentes dos colonos portugueses, branco e elitizado.

Recuados no tempo, esses dois exemplos guardam em comum com o presente ensaio o fato de certos artefatos da cultura material ligadas ao vestuário, serem muito além do que revelam aos nossos olhos. Todo tipo de vestimenta ou adorno expressam a cultura, entendida enquanto toda forma de manifestação do modo de ser, crer e viver dos grupos sociais em uma dada realidade espacial e temporal.

Nesse sentido, pensemos na estética da cultura africana atual e em como o uso de elementos da indumentária e de acessórios desempenham papel fundamental na construção e afirmação de uma identidade de pertencimento a raízes culturais de origem africana.

Vale esclarecer que o conceito de “identidade” é pensado aqui como um conceito que descreve algo que é diferente dos demais, porém idêntico a si mesmo. O conceito de identidade se constrói, portanto,na alteridade, na relação com o outro, com o diferente. Segundo Barth, (BART, 2000) a identidade de grupo deve também ser pensada como um aspecto de ordem política, podendo, de acordo com o contexto histórico ser negada ou afirmada, incluída ou excluída.

A indumentária afro é marcada pelo uso de tecidos coloridos leves, cores quentes mescladas e em diferentes formas, podendo ainda conter traços bordados ou em renda. Ao passo em que alguns acessórios como turbantes, colares, pulseiras e pinturas corporais também figuram como elementos do imaginário afro, conferindo identidade e personalidade. Ademais, tais traços da indumentária de raiz afro podem ser pensadas como atemporais e são inclusive incorporadas na alta costura e constituem fonte vasta e rica de inspiração para a moda atual, como por exemplo recente, a tendência “étnica”.

Tomando como exemplo o turbante, símbolo antigo de muitas regiões e culturas mundo afora, foi trazido para o Brasil através dos africanos que aqui desembarcaram ao longo do período colonial, como podemos observar nas figuras abaixo. Na Figura 2, a presença do turbante além da função de proteger do sol em um país tropical, como também a presença do turbantenos remete aos africanos de origem muçulmana que estavam na região nordeste do Brasil no século XIX. Já na figura 3, temos um desenho que simboliza a expansão do turbante pela alta costura, em um desenho pelas mãos do estilista francês Paul Poiret, renomado estilista francês nas primeiras décadas do século XX.

Figura 2: Alberto Henschel. Mulher negra escravizada de turbante, c. 1870. Rio de Janeiro, RJ / Acervo IMS
Figura 3: Desenho do estilista francês Paul Poiret, que introduziu o acessório na alta costura. Início do século XX.

Contudo, a indumentária da cultura africana está em constante movimento e ressignificação, marcando a vida social do povo afro-brasileiro de maneiras múltiplas no passado e no presente, conferindo identidade de raiz africana, representação de lutas e resistências, mas sempre levando em conta a beleza, a autoestima e o empoderamento de quem o veste.

Por Raquel de Fátima dos Reis

Graduação em História pela UEMG

Mestrado em História Contemporânea II pela UFF

Fontes de pesquisa para escrita do “Ensaio”:

  • ANDRADE, Marcos Ferreira de. Família, fortuna e poder no império do Brasil: Minas Gerais, Campanha da Princesa (1799-1850). Tese de doutorado, Universidade Federal Fluminense, 2005.
  • BARTH, F. Os Grupos étnicos e suas Fronteiras. In: O Gurú, o Iniciador e Outras Variações Antropológicas. Tradução de John Cunha Comerford. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2000.
  • LIMA, Kédma Cristina Costa ; Silvia Avelina Ribeiro da SILVA; CEZAR, Valdete Alves. A vestimenta como símbolo de identidade cultural afro- brasileira. In: Revista Coletivo SECONBA – Volume I – Ano I , 2017, n.º 01.
  • GASPAR,Paula Cristina Valle. As tessituras do Turbante: narrativas de força e de beleza. Trabalho de Conclusão de curso: UFJF, 2019.

Sites:

Sustentabilidade e Ativismo Ambiental

Por Bárbara Mandarano

O dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho, data recomendada pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem como objetivo principal estimular a reflexão sobre a conservação da natureza e chamar atenção da população para os problemas ambientais.

Convidamos Renan Andrade, gestor ambiental e organiser da 350.org, organização global que atua contra as mudanças climáticas, pra conversar um pouco sobre suas experiências.

Renan é Gestor Ambiental formado pelo IFSULDEMINAS campus Inconfidentes, atuou na elaboração de projetos sustentáveis junto a comunidades rurais em risco socioambiental no médio norte matogrossense.

Atua em todo país na organização de campanhas informativas, ministrando cursos e treinamentos, e ainda, na mobilização de atores sociais diversos, instituições públicas e privadas, no apoio ao desenvolvimento sustentável e autônomo das comunidades e instituições.

A 350, organização para qual você trabalha é uma união de pessoas comuns e profissionais que trabalham para acabar com a era dos combustíveis fósseis e construir um mundo de energias renováveis, livres e acessíveis a todos. Conte um pouco sobre seu trabalho e atuação nos projetos da 350.

Renan: “Sou responsável por análises técnicas e organização de campanhas informativas, mobilização de atores sociais diversos e instituições na busca de uma transição energética que nos livre dos combustíveis fósseis (Petróleo, gás e carvão), principal causa do aquecimento global que tem causado prejuízos imensos a toda sociedade com eventos extremos como secas e furacões, vitimando milhares de pessoas.”

O projeto da Mina Guaíba apresentado pela mineradora Copelmi envolve a implementação de um pólo carboquímico, um empreendimento que tem ambições econômicas, mas provoca controvérsias devido à crise ecológica. Como você avalia essa situação diante dos impactos e riscos ambientais que podem ser causados?

Renan: “O mundo não suporta mais a queima de combustíveis fósseis, tampouco o avanço de projetos que contribuam ainda mais para o aquecimento global e façam novas vítimas. Temos uma tendência global de mudanças na matriz energética, como na Alemanha por exemplo, que instituiu o fim da exploração de carvão no país até 2038 e isso tem sido pauta de outros países que também entenderam que os combustíveis fósseis é algo ultrapassado.

A instalação de um polo carboquímico no Rio Grande do Sul vai, portanto, na contramão das perspectivas globais de abandono da matriz energética com base em combustíveis fósseis, como a Mina Guaíba, que pretende extrair e queimar 166 milhões de toneladas de carvão numa região com quase 5 milhões de habitantes.”

Qual a repercussão da população em torno desse assunto e como se posicionam os governantes locais sobre a situação?

Renan: “Não houve debate nem discussão. Apesar de termos leis que exigem isso, essas leis foram ignoradas. Por parte do poder público e por parte da Copelmi, a impressão que tenho é quanto menos gente souber desse projeto monstruoso, melhor. Mas a sociedade acordou e todo o processo de discussão e ampliação do debate tem se dado pela mobilização de tecidos sociais diversos que tiveram informações a partir das nossas campanhas e outras.

O governo estadual é favor do projeto e tenta empurrar isso goela abaixo da sociedade. Força do lobby da indústria da mineração no país.”

Qual caminho você considera mais eficiente para a obtenção de políticas ambientas?

Renan: “O caminho da educação e da informação. As pessoas devem ter acesso às informações que impactam diretamente a vida delas, e partir disso participar diretamente na formulação das regras que elas próprias serão subordinadas e/ou beneficiadas. Isso engrandece nosso povo e aprimora a democracia.”

A série brasileira de televisão Aruanas, produzida pelos Estúdios Globo e lançada pelo serviço de streaming Globoplay, foi escolhida como nossa matéria de entretenimento dessa edição e contou com a parceria e colaboração de diversas organizações ambientais, entre elas a 350. Falar sobre a importância do ativismo é absolutamente urgente e necessário, especialmente frente ao desmonte da legislação ambiental e aos crescentes ataques aos direitos individuais que estamos assistindo no país. Você como ativista se vê representado pelos personagens e suas histórias? Como você avalia a contribuição da série para a sociedade?

Renan: “É bom entender que tudo que é série, novela, filme, acaba sendo romantizado, ou seja, nuances artísticos para entreter melhor o espectador. Contudo, as atrizes e atores fizeram ótimos laboratórios com ativistas, e conheceram um pouco do nosso mundo, com isso, conseguiram passar bem o que fazemos no nosso dia-a-dia e os riscos constantes que vivemos. Afinal, o Brasil é um dos países que mais mata defensores ambientais no mundo.

Além disso, talvez o mais importante, conseguiram mostrar bem como os esquemas de corrupção favorecem os ataques aos direitos individuais e devastação da natureza, e que para lidar com isso, é necessário muita habilidade e coragem.

Entendo que a série traz elementos muito importantes para os tempos atuais onde as políticas públicas ambientais tem sido desmontadas pelo governo federal para favorecer a destruição da natureza e com isso, atender interesses escusos e criminosos. É a arte imitando a vida, ou a vida imitando a arte. Tempos sombrios.”

Estamos na semana do meio ambiente, quais projetos apresentados pela 350 como proposta de conscientização das pessoas para o assunto?

Renan: “Estamos em mais de 150 países espalhados pelo globo, e cada região tem sua campanha específica, porém, nosso eixo central para essa semana, é o que estamos chamando de RECUPERAÇÃO JUSTA, que se baseia em 5 princípios para que possamos nos recuperar de maneira saudável após essa pandemia do covid-19, com muito respeito as pessoas e ao meio ambiente.
No Brasil estamos organizando uma vigília climática pela saúde e pelo planeta, essa vigília tem o objetivo de homenagear as vítimas do corona vírus bem como fazer uma grande corrente do bem para refletir sobre os cuidados que temos que ter com o planeta.”

A conscientização ambiental é a transformação em relação aos prejuízos sofridos pelo meio ambiente devido a sua exploração pelos seres humanos. Na sua opinião quais medidas de conscientização podem ser tomadas pra que as pessoas possam melhorar e contribuir na preservação ambiental?

Renan: “Informação nos mais diversos e plurais sentidos. O que estamos fazendo aqui é algo importante nesse caminho. Falar sobre sustentabilidade e ativismo ambiental para um público ligado à moda, é algo que me dá esperança de que podemos construir um futuro diferente.

Gestos pessoais e políticos também são de extrema importância para a transformação da sociedade, como por exemplo, o investimento em energias renováveis e o desinvestimento nas energias sujas (petróleo, gás e carvão). Evitar consumir sem precisar também, ou, consumir de marcas e empresas que tragam em sua política a preocupação com o meio ambiente. São alguns exemplos que sugerimos. Para quem quiser saber mais sobre nossas campanhas, que inclusive tem cursos gratuitos sobre essas temáticas, acessem nosso site: 350.org/pt.”

Aruanas

Por Bárbara Mandarano

Aruanas é uma série de televisão brasileira produzida pelos Estúdios Globo e lançada pelo serviço de streaming Globoplay em julho de 2019, escrita por Estela Renner e Marcos Nisti. Em abril deste ano passou a ser exibida na TV aberta às terças feiras após a novela Fina Estampa.

Gif: Tenor

Na trama conhecemos a jornalista Natalie (Débora Falabella), a ativista Luiza (Leandra Leal) e a advogada Verônica (Taís Araujo), três amigas militantes ambientais que juntas fundaram a ONG Aruana, referência mundial em ambientalismo investigativo. Mais tarde Clara (Thainá Duarte) compõe a equipe como estagiária e juntas enfrentam a mineradora KM após conseguirem provas de que a empresa é responsável pelo aumento de doenças neurológicas na  cidade fictícia Cari, à margem da Floresta Amazônica. As amigas ativistas, cada uma na sua área de atuação, concentram inúmeras evidências que leva a um grande esquema de crimes ambientais que envolvem garimpos ilegais e a mineradora KM.

Foto: Fábio Rocha/TV Globo

Aruanas tem um papel importante de aproximar as pessoas ao cuidado com o meio ambiente e defesa das nossas florestas. De acordo com a produtora Maria Farinha Filmes, que co-criou a série, o lançamento de Aruanas foi acompanhado de uma campanha de impacto pensada para fomentar o espírito ativista e inspirar a nova geração a agir.

De acordo com o site do projeto jornalístico #Colabora, em 2018 o desmatamento da Amazônia cresceu 14%, o maior salto na década. Há cerca de três anos, o Brasil é o país onde mais ativistas são assassinados no mundo, em 2017, foram 57 mortos, 80% militantes ambientais.

Desde o roteiro, de Estella Renner, Marcos Nisti, sócios da Maria Farinha, e Pedro Barros, tiveram a parceria técnica do Greenpeace, que ajudou também a liderar uma frente de ONGs brasileiras e estrangeiras para a divulgação internacional de Aruanas. Anistia Internacional, WWF, Global Witness, UN Environment, UN Women, Open Society Foundations, Instituto Betty & Jacob Lafer, Rainforest Foundation, Avaaz, 350.org, Instituto Socioambiental, IPAM, Oxfam, SOS Mata Atlântica, IMAZON, Conectas, Justiça Global, Greenfaith e APIB fazem parte da lista de ONGs, que se engajaram na multiplicação da série como forma de alertar sobre os problemas da Amazônia.

Ficção X Realidade

O personagem Miguel (Luiz Carlos Vasconcelos), o poderoso empresário da mineradora KM, tem em uma de suas falas a frase mais vista em todas as chamadas da série: “Quem gosta de floresta é índio. Povo gosta é de dinheiro e dinheiro não vai faltar”. Pois bem, a ficção nunca foi tão fiel ao momento presente, para quem acha que os exageros rodeiam as histórias da televisão é só refletir sobre a frase que foi dita pelo ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles no vídeo que registrou a reunião ministerial do dia 22 de abril deste ano, disposto a “passar a boiada” e aprovar regulamentações geralmente muito vigiadas pela mídia e pelo judiciário se aproveitando da distração da imprensa diante de milhares de mortos pela Covid-19.

Gif: Tenor

Importância da arte

A cultura foi uma das primeiras áreas a ser afetada e atingida pela pandemia do coronavírus, ainda assim os artistas não deixaram de levar ao público sua arte como forma de conforto e alívio para os que estão de quarentena. Os profissionais da saúde merecem nossos aplausos pelo trabalho magnífico que vem fazendo, assim como eles, os artistas também devem ter seu valor reconhecido pela população nesse momento em que a arte ajuda a aliviar tantas angustias e ansiedades.

Aruanas além de ser uma obra ficcional artística é também uma obra política e traz muitas reflexões que podemos e devemos aprender, principalmente pelo momento em que estamos vivendo no Brasil.

A segunda temporada vai ter como tema a poluição ambiental e no momento esta com as filmagens paradas devido a pandemia do coronavírus.

Alimentação Plant Based

Ingredientes


• 2 copos de aveia.


• 1 copo de tâmara (deixada de molho em agua por 15 minutos)


• 2 colheres de sopa de cacau em pó


• Meio copo de chocolate amargo.

Como fazer:

  • Utilize somente as tâmaras após ficarem de molho, a água deve ser dispensada.
  • Bata todos os ingredientes no processador até formar uma massa homogênea (talvez seja preciso adicionar um pouco de água se a massa estiver muito seca, mas adicione aos poucos e com cuidado para não passar do ponto)
  • O ideal é que se forme uma massa homogênea e fácil de enrolar.
  • Pegue uma colher de sopa da massa e faça bolinhas.

Opcional: Molhe o topo das bolinhas em chocolate derretido e jogue sementes ou castanhas de sua preferência no topo. Leve para geladeira para que as bolinhas fiquem firmes e o chocolate endureca e se torne crocante.

Leve de lanchinho para o trabalho, utilize como pré treino ou quando sentir vontade de doce e seja feliz!

O real proposito do Consumo Consciente

Por Caique Jota

Quando a gente pensa em consumo consciente, nossa mente tende a ir diretamente para Moda Sustentável, Eco-friendly, mas e se eu te disser que consumo consciente não é só isso?

A ideia de consumo consciente é trazer informação para nosso Poder de Compra. Por exemplo, quando a gente fala “enjoei das minhas calças jeans, vou comprar uma nova”, não estamos só comprando aquela calça, a gente está fortalecendo a venda de um dos produtos mais prejudiciais ao meio ambiente. Dados da Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) do Produto, apontam que uma única calça jeans consome 4 mil litros de agua para produção e durante seu ciclo de vida, o que equivale a emissão de 33,4kg de carbono (valor estimado pra uma viagem de carro de 111km).

Um outro exemplo fora dessa questão ambiental é a gente consumir de marcas sem saber quem está por trás dela, as vezes nós estamos fortalecendo um nome que não faz nada de bom para nossa sociedade e ,muitas vezes, vão contra coisas que a gente acredita.

Por muito tempo eu fui a pessoa que não entendia o que era Consumo Consciente e Poder de Compra, até que um dia, no meio de uma ida (totalmente desnecessária) ao shopping, me questionei uma série de coisas, como porque eu compro roupas com tanta frequência e porque eu não consigo entrar em uma loja e sair de mão abanando.

Não sabia a resposta de nada disso, afinal, raramente a gente sabe a resposta pra tudo que a gente se questiona.

Como bom Sherlock que sou, fui investigar o meu Eu. Fui tentar entender o que me motivava a consumir do jeito que eu consumia. Eu não nasci e falei “vou consumir de forma consciente”, muito pelo contrário, eu nasci e cresci dentro de uma família que comprava por comprar, comprava por capricho e não por necessidade, então percebi que o consumo sem controle estava na minha “cultura pessoal”, na minha criação. Além disso percebi que o que contribuiu a tudo isso foi o que eu cultuava na minha infância e adolescência.

Na minha época não existiam séries e desenhos que retratavam o personagem cool comprando em brechó, por exemplo. Muito pelo contrário, em desenhos, filmes e séries, o personagem legal e desejável era descrito como a pessoa que não repete roupas, que tem condições de ter tudo novo sempre, que sai pra fazer compras com seus amigos e, afinal, qual adolescente não quer ser legal e desejável? Eu queria me encaixar nesse padrão, eu queria ser popular, porque o personagem “não popular”, que não tinha condições financeiras, que não tinha como ter o tênis mais novo de todos, sofria por simplesmente não fazer parte do padrão. Eu não queria sofrer e é muito louco a gente pensar em retrospecto e ver tudo que me influenciou a ser como sou, convido todos a fazerem isso. 

Quando me questionei sobre meus hábitos de consumo, eu já tinha noção de que não era algo saudável pra mim, mas não tinha criado consciência ainda sobre como isso afetava as coisas ao meu redor.

Um grande aliado da Dúvida é a Informação, então corri atrás dela. Fui atrás de entender o que de fato eu estava fazendo quando ia em uma loja de departamento (fast fashion) e comprava várias roupas. Antes de toda a questão ambiental, eu vi que existia muitas lojas que as questões morais iam pro lado totalmente oposto do que eu acredita. Vi casos de fast fashions envolvidas com trabalho escravo, vi marcas envolvidas em diversas situações racistas e homofobicas. Observei, por exemplo, lojas que no mês do orgulho LGBTQIA+ faziam varias roupas pra homenagem ao movimento, mas durante o resto do ano inteiro, faziam nada. Todas essas informações, ao longo das pesquisas, foram me dando um sinal gigante de alerta e pensei “caramba, investi meu dinheiro em empresas que não fizeram nada de útil com ele, além de criar mais e mais roupas” e ai que entrei na questão ambiental.

Nas pesquisas que fiz na época vi uma coisa que se a gente pensar mais a fundo, é obvio, mas eu não tinha pensado a fundo, né? Eu só queria um look novo. Pois é, nessa de querer um look novo, eu esqueci de pensar que roupas não são feitas de vento, mas sim de algodão e plástico (que utiliza petróleo para composição) e tudo isso, demanda impactos no meio ambiente. Vestir uma camiseta de algodão, não custa só, em média, R$49,90. Custa impactos no solo, por conta de todos os produtos químicos para o plantio, muitas mãos para produção (possivelmente muitas dessas mãos não recebem o valor justo para o trabalho feito), além de cerca de 3 mil litros de agua.

A Industria da Moda não é inofensiva ao mundo, muito pelo contrario, ela foi considerada a segunda indústria mais poluente para o meio ambiente, perdendo apenas para a Industria Petrolífera. Além de processos de produção que prejudicam o meio ambiente, a Industria descarta anualmente cerca de US$500 bilhões de roupas, roupas essas que não são recicladas e vão pra aterros. Ou seja, além de problemas na produção, está havendo, claramente, uma produção desnecessária para o consumo real das pessoas.

A gente, como consumidor, nos tornamos mal acostumados. Para  comprarmos algo, precisamos ver 10 variações de uma única camiseta. Queremos opções, quantidade e adivinhem?! Isso é exatamente o que a Industria da Moda está nos fornecendo, porém por conta dessa nossa necessidade, a Industria já não se sustenta, os recursos estão acabando.

“Mas Caique, o que eu faço então? Paro de comprar?”, não, eu não estou falando para você deixar de consumir, eu estou falando para você ressignificar a sua forma de consumo. Se questionar se você precisa daquilo, se você está consumindo de uma loja/marca que faz algo de bom pra sociedade, se questionar se há outras formas de consumo além de ir comprar peças novas no shopping. Eu, por exemplo, parei de consumir de shopping, hoje compro roupas de brechós, customizo roupas antigas, crio coisas novas a partir de coisas velhas, porque além de ajudar uma pessoa ou loja menor, estou dando um novo ciclo de vida a uma peça de roupa, estou fazendo com que todo o processo de fabricação dela passe a valer mais a pena.

A gente precisa olhar para o ato de comprar como um Poder. Você pode fazer a sociedade melhor só por não consumir algo.

Por Caique Jota

Revisão de texto de Camila Cruz

Bibliografia: