Tricoteen lança nova coleção NEBULOSA

Por Bárbara Mandarano

O processo criativo da coleção NEBULOSA passou por diversas conturbações, todos os estudos e pesquisas foram iniciados dias antes da pandemia do novo corona vírus, então com a chegada desse momento tão assustador e incerto tudo que havíamos estudado e pré definido foi interrompido. Muitas incertezas sobre o mercado, clientes, matéria prima e qualquer idéia do que seria o futuro.

A moda que já vinha caminhando de forma tão confusa e desconexa precisava de um choque de realidade. Na Tricoteen nosso planejamento era quase diário, todos os dias analisando as situações a nossa volta para entender o melhor caminho seguir.

Os temas e idéias que haviam sido pré definidos no inicio do ano comunicavam com nosso público e reafirmavam nosso compromisso com a moda que acreditamos, porém o baque de viver uma nova realidade (que ainda é estranha) também precisava ser comunicada de alguma forma, afinal a criação tem ligação direta com sentimentos.

Decidimos dar inicio a nossa primeira coleção cápsula com a maior honestidade do que estávamos sentimos e vivendo sem romantizar as tragédias. A realidade é que os dias iam passando e tudo estava (e ainda está!) ainda mais complicado e intenso.

NEBULOSA – Tricoteen

Quando definimos a primeira cápsula por NEBULOSA ainda não sabíamos que este seria o nome, mas sabíamos que o seu significado era o que estávamos sentindo.

NEBULOSA são nuvens de poeira e gás interestelar, normalmente hidrogênio, e estão relacionadas ao ciclo de evolução estelar. Grande parte das nebulosas estão em intensa atividade de formação estelar, são verdadeiros “berçários de estrelas”. Ou também pode significar adjetivo obscurecido pelas nuvens; nebulento, nevoeirento, nevoento. … [Figurado] Pouco claro; ininteligível, obscuro: texto nebuloso. [Figurado] Que não é transparente; turvo, opaco. [Figurado] Sobre o que nada se sabe; misterioso, ambíguo.

Em outras palavras, esse era o nosso sentimento, estávamos (e ainda estamos) nebulosos, e foi nesse clima de incertezas, mix de sensações, idéias apocalípticas, insegurança, renovação e novos hábitos que criamos e desenvolvemos nossa nova coleção e o resultado foi surpreendente, entender que é possível criar em um momento que os sentimentos e todas as análises estão confusas foi uma experiência diferente e única.

Numa estética projetada em um mundo virtual, foi por onde nossa imaginação percorreu, vivenciando cenários diversos e elevando as sensações no nosso subconsciente. O mundo real nunca esteve tão próximo do mundo virtual, eles se entrelaçam em um jogo cheio de impressões desordenadas.

Uma das propostas da nova coleção foi à valorização das origens, criando um mix entre as raízes do tricô com a modernidade, resgatamos a essência através de trabalhos artesanais como o crochet e tricot manual, nossa marca valoriza o trabalho das crocheteiras da região e reforça essa característica de origem do processo que hoje é praticamente todo composto por maquinário industrial.

Muitos materiais foram reaproveitados trazendo algo novo para o processo de tecimento que tem inúmeras possibilidades na criação e desenvolvimento de um tecido, com técnicas de mesclagem de fios e pontos trouxemos malhas diversificadas.

A moda passou por um choque de realidade onde as estruturas estão desmoronando e as mudanças que estavam sendo anunciadas, agora vão ser impostas para toda indústria. A Tricoteen sempre apresentou uma moda com significado, sem imposição de regras, permeando valores e identidade, este novo trabalho continua reafirmando o nosso compromisso.

O momento é de se permitir viver toda onda de sensações, seja melancolia ou angústias, porém é preciso entender que tudo acaba e então chega a hora de recomeçar, a vida é feita de fases, a moda é feita de fases e essa é só mais uma.

NEBULOSA – Tricoteen

Processo Criativo

O criador exerce muitos papéis dentro de um processo criativo, estar inserido neste universo tão interessante faz com que seja possível experienciar situações, reviver memórias e crescer com todo conhecimento adquirido. Na moda o processo criativo permeia as etapas necessárias para se chegar ao produto final (que no nosso caso são as roupas), o inicio do desenvolvimento dessa atividade acontece através do processo de pesquisa e coleta de informações seguido da montagem de cadernos e esboços de inspiração.

O processo criativo na moda é algo totalmente visual, embora até a chegada dessa etapa muita pesquisa teórica é realizada para tornar a base concreta. Os painéis imagéticos exigem uma organização do material que foi pesquisado, além das escolhas do que vai e do que não vai de fato entrar na coleção.

Além das etapas técnicas do processo criativo para chegar ao resultado final, é de grande importância que o criador comunique alguma mensagem com propósito através de sua criação, algo que conte uma história ou que provoque um sentimento. Houve um tempo onde outras características como modelagem, tecidos, aviamentos bastavam para criar um bom produto, hoje é necessário usar essa ferramenta de criação também para uma contribuição social. Moda é expressão e comunicação, em tempos tão caducos é primordial o papel político-social dos criadores e das marcas.

O processo criativo consiste em algumas etapas:

* Estudo de coleções anteriores;

* Definição do mix de produto da coleção;

* Pesquisa do assunto a ser abordado;

* Pesquisa de tendência;

* Definição de materiais e cores;

* Painel de inspiração (moodboard);

*desenho técnicos/croqui.

Dentro do processo criativo essas são as etapas necessárias para iniciar um trabalho, na sequência entramos na fase do DESENVOLVIMENTO, que significa tornar real todas as idéias e estudos que foram feitos no estilo.

Essa é a fase da construção de uma coleção, tornar tridimensional o que até então era bidimensional, a partir de todas as informações definidas, é necessária a atuação de outros três profissionais. A modelista, que é quem constrói os moldes que vão servir de base para o programador desenvolver o programa confeccionando a malha, e com esse tecido pronto é possível que a pilotista possa montar e finalizar a primeira peça.

Depois que todas as peças passam pelo processo de desenvolvimento elas entram na fase de aprovação, nesse momento são analisadas e discutidos em conjunto todos os possíveis ajustes de modelagem e costura, se essa peça esta confortável, as variações de cores e assim que a peça é aprovada ela pode ser liberada para a produção.

A equipe de estilo caminha junto com a equipe de marketing/comunicação, o entrosamento desses dois setores é muito importante para passar ao público a essência de todo o processo criativo e a mensagem que a marca deseja comunicar. O marketing concretiza através de ensaios fotográficos, vídeos e ações tudo que foi planejado desde o inicio do processo tornando todas as idéias sólidas e verdadeiras.

Dos tapetes às passarelas

Por Bárbara Mandarano

Filho de dona Maria Lucia e do senhor César, Jean Felipe Lemos nasceu na cidade de Passos, mas foi em Carmo do Rio Claro, sudoeste mineiro que viveu maior parte de sua vida. Hoje aos 30 anos conhecido como Jean Honoratto, elx conta que adotou esse sobrenome artístico, pois além de combinar com sua personalidade é o nome de sua bisavó materna.

Jean é modelo e se classifica como uma pessoa sonhadora, dispersa, extrovertida e cheia de atitude. Sua cor preferida é verde e odeia chocolate.

Com o pai morando e trabalhando no campo, Jean comenta que foi criado por sua mãe e tias e teve uma infância perfeita. Brincar na rua com os amigos era comum, essa é uma das vantagens de viver em cidades pequenas do interior mineiro, elx ainda conta que alternava os dias das brincadeiras, brincando com as meninas de boneca e com os meninos de bola e carrinho de rolemã.

O modelo afirma que desde criança sentia o lado feminino e masculino em todas atividades que desempenhava e também se recorda das piadas de mau gosto que sofria naquela época, o que na verdade já era o preconceito escondido atrás de brincadeiras.

Jean se lembra que muito cedo os pais já o poupavam dos comentários maldosos que sua comunidade fazia em relação a sua identidade, e conta que eles sempre foram protetores e não queriam que Jean sofresse, pois já sabiam da crueldade das pessoas.

Muitas são as recordações de dona Maria Lucia comprando Barbie e confeccionando roupinhas para as suas bonecas, sua família sempre o acolheu com muito amor e aceitação. Jean circulou em vários espaços com muita liberdade, espaços considerados de meninas e de meninos pela sociedade, praticou karatê, futebol e também dança e teatro.

Ainda na infância elx nos conta que não era muito bom no colégio, mas estava sempre envolvido nas atividades artísticas e nessas sempre foi destaque. Jean também se recorda da gozação dos colegas quando levava a boneca Lala dos Teletubbies para brincar no recreio, e fala da situação com muito humor:

“muitos colegas me zoavam pela Lala, mas com todo meu trabalho de manipulação fiz com que todos aqueles que me zombaram brincassem com ela”.

O modelo conta que sempre gostou de dar close e se exibir, não importava onde, certa vez decidiu ser coroinha da igreja só para desfilar durante a missa passando pelo tapete até o altar.

Essa característica de estar sempre em evidência, participando de peças de teatro da escola, desfiles de concursos de beleza da comunidade mais tarde resultaria nos caminhos profissionais. Entre vários concursos surgiu a oportunidade de participar de algo um pouco maior, um concurso da Elite Model onde Jean pode fazer seu primeiro book, elx não venceu o concurso, mas a experiência valeu muito a pena para alavancar a carreira.

Na juventude Jean decidiu estudar moda e foi na faculdade que aprendeu que moda é comunicação e entendeu que poderia expressar tudo o que sentia, e foi naquele espaço que elx percebeu que o menino considerado estranho por sua comunidade poderia se transforma em uma mulher maravilhosa. Dentro do espaço acadêmico muitos trabalhos eram apresentados em formato de desfile e Jean já era selecionado pelos colegas para se apresentar.

Um acontecimento que marcou a vida e carreira de Jean Honorato foi a relação de amizade que fez com o fotógrafo João Cássio que na época estava começando na área e precisava de um modelo para ganhar experiência e montar seu portfólio.  João divulgava seu trabalho no saudoso Orkut, e através dessa divulgação uma agencia contactou Jean para um teste.

A partir daí começa oficialmente a vida de modelo de Jean, muito trabalhos sem cachê e somente em troca de divulgação, muitos “nãos” e portas na cara, mas nada disso foi motivo para fazer com que o modelo desistisse do sonho. As coisas começaram a acontecer e com um contato aqui e outro ali Jean foi ganhando experiência e visibilidade na carreira e no ambiente de moda.

Jean sempre soube das dificuldades que encontraria, mas nunca desanimou em continuar tentando, elx afirma que foi muito gratificante todo esse processo, e desabafa: “eu amo o que faço”.

A androginia se fez presente em toda vida de Jean, mesmo quando elx não sabia o que significava. No livro Fashion Culture and Identity, autor Fred Davis explica que a verdadeira androginia envolve uma fusão ou mutação dos itens específicos de vestuário e aparência, algo que destrói qualquer representação do sexo biológico de uma pessoa. Em outras palavras, para além das características biológicas visíveis, vestuário e outros acessórios utilizados pela pessoa teriam “nada a dizer” a respeito da questão de gênero ou papel sexual.

Em um de seus primeiros ensaios ainda menino, Jean se lembra de usar uma maquiagem super carregada e se identificava pela primeira vez com a imagem andrógina que enxergava.

Ao ser questionado sobre sua aparência andrógina, Jean declara “Sim, eu me sinto totalmente andrógino, sempre tive essa liberdade fluida (não binária) que me permitiu transitar pelos dois lados da moeda, e foi através da moda que tudo isso foi possível”.

De acordo com a pesquisadora Letícia Abraham no site do programa Bem Estar da GNT, o movimento genderless, que significa não possuir identidade de gênero, se manifestou na moda por meio de peças, como a calça boyfriend e a skinny, que servem tanto para homem quanto para mulher, ela ainda afirma que “vivendo uma vida genderless a sociedade fica muito menos preconceituosa, as pessoas podem ser mais felizes, mais autênticas”.

Para Jean a moda sem gênero prega uma forma de se vestir livre de preconceitos, “aprendi a entender meu corpo e isso é o melhor de mim” declara o modelo.

O modelo tem uma forte relação com as roupas, para ele a roupa comunica e reflete a personalidade, através dela ele pode se expressar diariamente. Elx explica que através de suas roupas é capaz de seduzir, se empoderar ou ser romântico e frágil dependendo do seu estado de espírito.

“Eu amo me produzir e sentir qual a vibe do meu dia, se estou a fim de assumir um personagem ou simplesmente expressar o sentimento daquela ocasião.

Normalmente sou ousado, gosto de exageros, como ir a padaria de salto alto, eu amo, me sinto bem” afirma Jean. Para elx o importante é se divertir e se sentir bem através de suas roupas.

Quando o assunto é sobre ídolos, Jean diz que tem muitos, porém seria injusto não eleger a Diva Beyoncé como a número um de sua lista. “Ela sempre vai ser um ícone, símbolo de representatividade pra mim, uma mulher negra, feminista, talentosa, consagrada por todos e respeitada pelo seu local de fala”, explica o modelo.

Mulher poderosa e dona de si, Beyoncé é uma das maiores inspirações para o modelo, elx conta que tudo que aconteceu em sua vida teve uma trilha sonora da musa.

Em tempos de pandemia e com os trabalhos todos adiados, Jean tem usado seu tempo recluso para refletir sobre várias questões e entre elas a importância de seu papel dentro do coletivo que representa.

É um momento onde a diversidade esta conquistando cada vez mais espaço, “as pessoas estão entendendo a importância que é ter uma bicha preta com seu black armado dando close”, declara o modelo.

Jean foi convidado recentemente a participar do Miss Gay São Paulo , a primeiro momento ele pensou que aceitando seria uma incrível oportunidade para sua carreira e para enaltecer seu ego, mas logo depois se deu conta da importância de sua representação na participação desse evento. Ele ainda garante que esse é um concurso que envolve uma questão social fundamental em apoio a causa LGBTQIA+.

Entre muitos projetos pós-pandemia que Jean almeja, conseguir o título de Miss Gay São Paulo, Miss Gay Brasil e o tão cobiçado Miss Gay Universo são as maiores metas e ambições. Enquanto isso ele aproveita pra se dedicar aos estudos, cuidar do corpo e da mente para estar preparado para tudo que vem pela frente, e deixa escapar que um suposto relacionamento pode firmar.

No ultimo domingo 17 de maio foi dia Internacional contra Homofobia e Transfobia, data que se tornou simbólica por ser sinônimo de luta pelos direitos humanos e pela diversidade sexual, contra violência e o preconceito. Perguntamos a Jean o que essa data simboliza em sua vida e história. O modelo desabafa:

“sabemos que se assumir não é fácil, o conflito começa dentro de você e dentro de casa, o que não foi o meu caso, mas é o da maioria. Não há nada mais libertador do que poder ser quem se é de verdade, sem máscaras e sem amarras, a vida é uma só pra se limitar e se esconder”.

Jean assegura que a comunidade LGBTQIA+ move e motiva a resistência e encerra desejando amor e vibrando pela diversidade.

Webcam shoot

Em tempos desafiadores, o negocio é usar a criatividade e se reinventar. Um bom tempo livre e em casa é propicio para novas criações e ideias, e foi durante a quarentena que fotógrafos e modelos do mundo se viram criando editoriais via chamadas de vídeo. Sim, isso é o possível e o resultado é incrível. Para você já estava apaixonado pela volta dos efeitos analógicos e retros, vai se apaixonar por essa nova estética de shooting via chamada de vídeo.

Por Renan Cardoso

Convidamos uma dupla que está no time da Tricoteen desde o começo, para esse desafio e o resultado foi impecável. A mais de 600km de distância Whagner e Claudia realizaram alguns cliques e rolou até um mini fashion film.

Quem são Whagner Duarte e Claudia Louise?

Whag: “O Whagner Duarte é uma pessoa meio complicada, sou péssimo pra me descrever. Confesso que não consigo me definir, não me encaixo na expressão “8 ou 80”, sou uma pessoa bem flexível, porém acabado rondando entre a indecisão e a certeza (acredito muito que seja pela minha lua em libra). Sou um cara bastante sonhador, mas não é algo que foge muito da realidade como “ir até a lua”. Almejo muito meu sucesso e sei que tudo parte do início. Valorizo o “começar do zero”. Me considero uma pessoa generosa.”

Clau: “Claudia Louise, é uma menina determinada, carismática, que se coloca no lugar do outro, sonhadora, brincalhona mas ao mesmo tempo centrada. Feliz e muito grata.”

Como a fotografia entrou na sua vida? / Quando e como surgiu à vontade de ser modelo?

Whag: A fotografia entrou na minha vida na infância, odiava sair em fotos, mas amava sair pela casa tirando fotos dos enfeites, brincando com as luzes do ambiente e depois criar um álbum no Orkut com filtros e edições do PhotoScape”

Clau: “Desde pequena sempre gostei de fotografar, e brincar de passarela, tive a oportunidade de desfilar pra loja que minha mãe tinha e então quis levar isso a sério.”

Quais são os seus planos profissionais para o futuro e o que esse momento atual em que estamos vivendo te fez repensar sobre?

Whag: “Meus planos profissionais para o futuro é sempre agregar mais conhecimento e bagagem. Conseguir o reconhecimento pelo meu trampo e viajar o mundo fotografando, sonho com isso direto. Esse momento atual me serviu pra valorizar todos os momentos que não eram valorizados, acho que vinha vivendo tudo no “modo automático”. Esses dias de quarentena me deixou bastante reflexivo com um mix de sentimentos, cada dia é uma vitória e aprendizado.”

Clau: “Bom, já faz um ano que estou mais focada no mundo da atuação, pretendo estudar mais e quem sabe pegar um papel.  Sabemos que nesse momento que estamos vivendo é mais difícil para as coisas rolarem, mas nada pode parar. Me fez pensar em o quanto é importante termos uns aos outros, ninguém cresce sozinho.”

Conta pra gente quem é a sua maior referência profissionalmente e porque?

Whag: “Minhas maiores referências no mundo da fotografia são meus amigos fotógrafos com mais anos de experiência. Acho importante valorizarmos quem está na mesma cena que a gente e não criar essa rivalidade que existe tanto. Gosto sempre de enaltecer e pedir dicas sem medo de me mostrar menos experiente para eles. É uma troca.”

Clau: “Eu admiro muitas pessoas, no Brasil existem muitas estrelas. Como modelo não posso deixar de exaltar nossa querida Gisele, ela tem um pensamento lindo sobre o mundo, é focada e mentem forte sua personalidade, e como atriz nossa belíssima Fernanda Montenegro, mulher direta, inteligente, que me ensinou o que é ser atriz de verdade.”

Como foi a experiência de realizarem um shooting via chamada de vídeo?

Whag: “Foi o máximo, já tinha visto em alguns perfis de fotógrafos que me inspiro e amei! É doido pensar o quanto a criatividade nesses tempos parece que se expande. O complicado é não conseguir fazer muita coisa.”

Clau: “A ideia de fazermos um shooting por vídeo chamada foi dada pelo meu amigo Whagner, e eu super amei, além de ter sido uma experiência muito diferente e um pouco difícil eu me diverti muito, saber que podemos dividir momentos com apenas um celular na mão é muito legal, pude aprender um pouco mais sobre luz e entender a visão do fotógrafo que no caso era eu, e o meu amigo.”

Além de fotógrafo/modelo, vocês também são apaixonados por moda, então diz para gente 3 itens fashion que não podem faltar em uma produção:

Whag: “Puts, que complicado, mas como estou com poucos itens pra listar, acho que uma calça jeans, camisa branca e uns colares no pescoço, fica simples e lindo.”

Clau: “Coturno preto, jaqueta de couro, e calça jeans preta. Pode ter certeza que toda modelo raiz tem essas três peças no guarda roupa, além de serem lindas são fáceis de combinar.”